Imprensa negligencia crise do futebol brasileiro
Olá, internautas
Mais uma vez, a seleção masculina de futebol decepciona nos Jogos Olímpicos. A equipe liderada por Mano Menezes saiu de Londres com a medalha de prata. Resultado que deveria ser comemorado diante da trajetória de altos e baixos dos jogadores. A partida contra Honduras mostrou bem a situação. Pênalti a favor dos canarinhos. Cartão vermelho para hondurenho. Isso ainda na quarta de final. Mesmo assim, vitória suada. Os badalados não mostraram união, raça e determinação.
Grande parte da imprensa brasileira continua, por incrível que pareça, a explorar a mítica camisa amarelinha. A medalha de ouro era dada como certa. Neymar é o novo rei do Brasil. Essa imagem permanece forte na cobertura futebolística. Mais uma vez, repito aqui. O marketing contaminou o jornalismo esportivo. Neymar protagoniza diversas propagandas. Sua imagem rende milhões. Nos intervalos comerciais da Olimpíada de Londres na programação da Record, por exemplo, só dava o jogador do Santos vendendo os atributos de um desodorante.
O futebol brasileiro vive uma crise há muitos anos. Neste domingo (12/08), nos momentos iniciais do “Mesa Redonda”, na TV Gazeta, Flavio Prado mostrou absoluta sinceridade: os brasileiros perderam força no esporte mais popular do País. Segundo o experiente jornalista, o Brasil aparece no bloco bem intermediário ao lado do próprio México. O comentarista Zé Elias assinou embaixo. Disse que o problema maior está na formação dos jogadores. Agora não é o melhor que é selecionado, mas sim aquele indicado pelo empresário e/ou pelo presidente do clube. Fora a relação de alguns treinadores-jogador nas categorias de base...
Cadê a imprensa para discutir os rumos do futebol? As reportagens chapa-branca que povoam os telejornais ficam, cada vez mais, insustentáveis. Tino Marcos é o especialista maior nesse gênero. Outros passam a mão na cabeça do jogador para conquistar a amizade e mais facilidade para entrevistá-los em outras oportunidades. Tudo por uma exclusiva...
E não podemos esquecer do futebol feminino que também mostra sinais de enfraquecimento. A modalidade não pode seguir o caminho que o basquete feminino entrou, após a aposentadoria de Hortência, Paula e Janeth.
Fabio Maksymczuk