Vandalismo diminuiu!
Após caso Lucas, autoridades começaram a agir
No primeiro fim de semana após a proibição das organizadas, os casos de vandalismo tiveram uma redução vertiginosa. Só os casos de depredações de ônibus caíram impressionantes 88%, em relação aos da rodada anterior. A mesma em que o alvirrubro Lucas Lyra foi baleado na cabeça. Há entretanto, uma importante ressalva: a diferença dos públicos nos dois períodos. Ainda assim, para as autoridades envolvidas com a segurança pública, um reflexo nítido de que este é o caminho para uma nova realidade no futebol pernambucano. E as ações não vão parar por aí.
A mudança no clima dos estádios era clara e foi ratificada com o relatório apresentado pelo consórcio Grande Recife. De acordo com o órgão, no fim de semana dos dias 16 e 17 de fevereiro, 69 coletivos de linhas envolvidas com as partidas do Nordestão e do Pernambucano foram depredados. Ao todo, 164 itens foram danificados nas ações dos vândalos. Na ocasião, o Náutico recebeu o Central com um público de 9.034 pessoas nos Aflitos, o Sport enfrentou o Campinense com 20.099 torcedores na Ilha do Retiro e o Santa jogou contra o Fortaleza sob os olhos de 30.087 pessoas no Arruda.
A guerra contra a violência das facções organizadas em Pernambuco foi decretada após o incidente envolvendo o jovem Lucas Lyra. A Polícia Civil, em parceria com o Ministério Público de Pernambuco(MPPE) e o Poder Judiciário, realizou a Operação Jogo da Paz. Eles cumpriram mandatos de apreensão e busca nas sedes das organizadas da Capital. A operação envolveu 40 policiais.
Na loja da Inferno Coral, na Rua do Hospício, a Polícia Civil recolheu um laptop e o cadastro dos torcedores. Segundo Vágner Vieira, funcionário do estabelecimento, eles também iriam levar as camisas, mas terminaram deixando. Além da Inferno Coral, a Torcida Jovem do Sport, a Fanáutico e a Império Coral tiveram suas sedes vistoriadas.
do superesportes
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